Marchezan Jr. mente sobre empresa contratada pela campanha

Hoje a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na empresa KM, contratada pelo candidato a prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan Jr. (PSDB) para agenciar pessoal para trabalhar na campanha. A juíza da 1ª Zona Eleitoral, Mara Lúcia Coccaro Martins Facchini, autorizou a busca “em vista de denúncia de que os candidatos estariam mantendo um comitê de campanha eleitoral camuflado (…) onde estariam fazendo uso, em benefício de suas candidaturas, de aparelhos de computadores pertencentes à PROCEMPA (Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre), caracterizando indevida utilização de bens integrantes do patrimônio público”.

mandado-marchezan

O candidato é filho do ex-deputado Nelson Marchezan (ARENA), que apoiou o golpe de 1964 e foi líder do governo Figueiredo na Câmara. Com a morte do pai, o filho tentou herdar os votos do pai, ganhando o apoio daqueles “cidadãos de bem” que apoiam a tortura, mas que não aceitam a corrupção (a não ser que seja corrupção da direita, porque daí pode).

Sobre a denúncia de hoje, ainda é cedo para saber se é verdadeira ou não. Nas notícias que eu li até agora não havia maiores informações. Mas fui ver a resposta do candidato que foi publicada em um vídeo no Facebook. Lá ele diz que:

Essa empresa não presta serviços a nenhum departamento público. Esta empresa nunca prestou serviços para o setor público. E esta empresa não quer prestar serviços porque ela tem medo dessa podridão que existe em parte do setor público.

Será que é verdade? Fui olhar a prestação de contas do tucano no site do TSE e lá aparece a tal empresa. Ela recebeu R$ 29.625,00 da candidatura por conta de “despesas com pessoal”:

km

Também segundo o TSE, o nome completo da empresa é KM LIMPEZAS EIRELI – EPP e o CNPJ, 18.268.683/0001-28. Uma busca rápida pelo CNPJ no Google mostra que, ao contrário do que disse o candidato, a KM presta sim serviços ao setor público. Há pelo menos um contrato com a Câmara de Vereadores de Nova Santa Rita para a “Prestação de Serviços de Limpeza Pesada Especializada”. Logo, o Marchezan está mentindo!

Além disso achei essa notícia do ano passado envolvendo outro rolo do PSDB com a mesma empresa.

O rolo em que está metido o PSDB do Rio Grande do Sul parece não ter fim. Primeiro, sua direção desconstituiu e decretou intervenção no Diretório Municipal de Uruguaiana, para atingir o ex-prefeito Sanchotene Felice. A reação não demorou. Sanchotene procurou o Palácio Piratini e entregou cópias dos processos por improbidade administrativa que atingem o deputado estadual e presidente do PSDB, Adilson Troca, e o secretário geral do partido, Beto Hias, para evitar que os mesmos fossem nomeados para cargos públicos. Mais do que isso, pediu à direção nacional do PSDB que faça intervenção no diretório regional. No pedido, disse que é tesoureiro da seção gaúcha do partido e que teve sua assinatura falsificada em contratos e pagamentos realizados pelo partido. Pois na tarde desta quarta-feira foi registrada na 2ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, localizada no antigo Parque de Exposições do Menino Deus, a ocorrência policial nº 1184/2015, e que é explosiva para a direção do PSDB no Rio Grande do Sul. Nessa ocorrência é narrado que o PSDB firmou um contrato de prestação de serviços para distribuição de propaganda eleitoral com a empresa KM Limpezas Especiais – CGC nº 18.268.683/0001-28. Embora sendo uma empresa de conservação e asseio, ela foi contratada para distribuir propaganda e posicionar pessoas com bandeiras em vários pontos de Porto Alegre. O valor do contrato foi de R$ 130.815,00. E aí já tem um gravíssimo problema, segundo a denúncia registrada: a assinatura do tesoureiro do partido, Sanchotene Felice, foi falsificada. A outra assinatura é do presidente do partido, Adilson Troca. E aí começam a se amontoar os fatos insólitos. Essa mesma empresa KM Limpezas Especiais registrou no dia 20 de setembro uma ocorrência na mesma 2ª Delegacia de Polícia Civil dizendo que seus proprietários retiraram 89 mil reais na agência do HSBC localizada na Avenida Venâncio Aires e foram assaltados. Declararam no registro policial que o dinheiro era para pagar o pessoal da campanha. Problema: dia 20 de setembro foi um sábado, data máxima gaúcha. Portanto, o assalto teria que ter ocorrido no dia 19 de setembro, sexta-feira. Por que teria sido registrado o assalto tantas horas após a ocorrência do mesmo (no mínimo, oito horas depois)? O certo é que existe a denúncia da falsificação da assinatura do ex-deputado e ex-prefeito Sanchotene Felice, tesoureiro do PSDB, nesse contrato. É realmente impressionante.

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